Assédio
Todos os dias contigo
estar
Dizer bom dia e nos
observar
Resolver assuntos e
trabalhar
Sem nunca poder te tocar
À noite, no escritório, te encontrar
Para alguns documentos
estudar
Mas começamos a
conversar
Sem conseguirmos nos
concentrar
Sem que pudéssemos
evitar
Nossas mãos a se
acariciar
E um clima começou a
“rolar”
Quando tentastes me
beijar
Seu assédio resolvi
aceitar
E com força seu corpo
abraçar
Para bem juntinho de ti
estar
E com essa paixão enfim
acabar
No sofá te fiz se
recostar
Para minhas roupas poder
tirar
E você ficou, fascinado,
a apreciar
Todas as etapas do meu
desnudar
Com um joelho na cadeira, o corpo apoiar
Nua, me ofereço, ao para frente me inclinar
E no apoio da cadeira a
girar
Para que possas em todos
os ângulos me olhar
Me aproximo em um lento
caminhar
Para com a gravata seus
olhos vendar
E quando tentas me
dominar
Te beijo e começo a me
afastar
Você sem poder enxergar
Começa a me tocar
E todo meu corpo provar
Num lento e erótico
saborear
Puxo seus cabelos
devagar
E começo sua língua a
guiar
Para os pontos que me
fazem delirar
Seios, nádegas, vulva,
todo lugar
Meu cheiro a te inebriar
Já não consegues mais se
controlar
Me agarras e me faz
sentar
Para de costas no seu
corpo encaixar
Com movimentos
frenéticos a executar
Nos unimos nesta dança
milenar
Dois seres em uma
comunhão ímpar
Que enfim admitem se
amar...
Anita
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