quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Matinal

Matinal


Através da cortina diáfana
O Sol da manhã a se filtrar
Na mesa a melhor porcelana
Tudo para te agradar

Preparo-te uma surpresa
Um desjejum apetitoso
Com geleia de framboesa
E tudo que tiver de gostoso

O robe mal fechado
Não esconde minha nudez
Meu cabelo castanho
Todo desfeito desta vez...

Você se aproxima sorrateiro
Para carinhoso me abraçar
E como um bom cavalheiro
Nas tarefas vem ajudar

Esqueço todos os afazeres
E só quero me entregar
Ao ouvir seus dizeres:
_ Meu tesão... Quero te amar...

Beija-me intensamente
Fazendo-me do mundo esquecer
Sentindo apenas o presente
Todo meu corpo a estremecer

Encosta-me ao balcão
Acariciando meu quadril
Sinto a intensa pulsação
Do seu corpo viril

Levanta-me pela cintura
E no balcão me faz sentar
Transformo-me naquela criatura
Que só tu sabes despertar...

Ao seu corpo desnudar
Acaricio sua excitação
E ajudo-te a consumar
Finalmente nossa união

Abraço-te firmemente
As pernas a te envolver
Acompanho teu assalto ardente
Com indisfarçável prazer

Depois desta loucura
Só nos resta para cama voltar
Alimentação a essa altura

Não é a prioridade a nos encantar...
Anita

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